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terça-feira, 27 de maio de 2014

RELATO N° 23

23° relato

T. Sinta-se acolhida e saiba que você nunca teve culpa de nada. Um grande abraço!

"Ei. Tbm tenho alguns relatos pra te mandar!
anônimamente, pufavô. ^^

Tem vários outros, mas não sei se vou me lembrar de imediato de todos. Primeira história da qual me recordo:

Aos 5...
“Estava no pré-escolar. 5 anos de idade. Os meninos tinham mania de brincar de passar a mão nas meninas. Se escondiam embaixo das mesinhas, e enfiavam a mão por debaixo das saias, ou pela perna dos shots, que eram larguinhos. Contei pra professora. Ela me disse “ah, oh, voce tá é gostando!”

2-Aos 8...
“Eu tinha 8 anos, e estava na casa de uma amiguinha. Sempre que ia até lá o irmão mais novo dela, uma criança uns 3 anos mais nova que eu tentava me agarrar, por ser incentivado por adultos a fazer isso. Ele era maior que eu e mais forte. Uma vez me empurrou na cama e subiu em cima de mim, e a irmã dele ficou incentivando ele a me beijar. Me lembro do desespero de tentar sair debaixo dele e não conseguir, e do ódio que eu senti das risadas dela e das pessoas da familia que chegaram e ficaram achando bonitinho como esse era homem mesmo, desde pequeninho. Depos de gritar muito, chorar e me debater, consegui chutar ele. Pegou noa boca do estômago, o que era fácil de constatar visto que ele perdeu o ar por alguns segundos antes de conseguir chorar. Ele acertou na parede, bateu a cabeça, e chorou até beber fôlego. Todas as pessoas a minha volta me acusaram de agridir ele gratuitamente. Ele fingiu q acertei o saco dele, e aí todo mundo se voltou contra mim, mais ainda, me disseram q ele podia nunca mais conseguir fazer filho, e eu nem entendi na época o que quiseram me dizer com isso.”

3-Aos 11...
“Tinha 11 anos. Uma amiga, que gostava de brincar fingindo que tinhamos namorados, beijava as bonecas e tal, me disse que nunca mais chegaria perto de garotos. Que nunca mais brincaria disso, porque um menino enfiou a mão dentro da calcinha dela a força, por mais q ela pedisse pra ele parar ele não parava. e ela achou horrivel e não queria mais se imaginar namorando meninos.”

4- Aos 14...
“Tinha 14 anos. Meus pais viajavam a trabalho a cada dois, tres meses, e eu e meu irmão quatro anos mais novo que eu ficavamos na casa de uma visinha quando coincidia do marido dela não estar. Ambos tinham em torno de 26 anos. Dessa vez ele voltou de viagem mais cedo. Meu irmão estava na nossa casa, jogando video game sozinho, e viria mais tarde pra dormir. Reparei o marido da moça começou a ficar procurando formas de me encostar, sempre que a esposa não estava ou não via. Achei estranho, mas pensei q talvez fosse coisa da minha cabeça. Quando minha visinha foi tomar banho ele sentou do meu lado. Reparei que estava de pau duro, pela bermuda de tectel. Tentou me beijar, eu tentei levantar. Ele me puxou eu fiquei paralisada de medo. Tentei correr, ele me puxou de volta, e enfiou a lingua na minha boca. O filho deles de menos de um ano estava na sala, olhando assustado. Olhei p ele chorosa, pedi “me larga, sua esposa tá no banheiro” ele continuou tentando me agarrar. Pedi denovo “seu filho ta aqui, você é casado” ele “e se não fosse?”. Me soltou pra dizer isso... Eu saí correndo, ele veio atrás, dizendo p eu esperar, que ele não faria nada comigo não, que tava só brincando comigo eu é que tinha entendido errado. Fugi pra minha casa. Bati esbaforida na porta, meu irmão perguntou se algo tinha acontecido, falei que não e mandei ele trancar a porta. O cara foi atrás de mim. Meu irmão ia abrir pois era um conhecido, eu gritei “NÃO ABREEE!”. Ele entendeu na hora o que havia acontecido e perguntou o que ele tinha me feito, eu disse que nada, que tava bem e que agente ia dormir sozinho. Não dormimos pois a esposa dele foi lá nos buscar e eu que não podia dizer nada por medo fui. Ela pareceu perceber. Olhava pra mim sem entender. Olhava pro marido desconfiada. Mas não disse nada. Acho mesmo que ela não quis acreditar no que passou pela cabeça dela. Dormi no quarto, trancada. Coloquei a cama na frente da porta. Fui embora assim que pude sem falar com ninguém pela manhã.”

5-Aos 17...
“Voltava do centro da cidade a pé, com uma amiga. Estava escurecendo. Um cara parado numa loja, montado numa moto parada deu um “boa noite” não muito confiável . Ela respondeu e eu xinguei ela, pq msm sabendo que ela não fez nada demais, a experiencia me dizia pra não falar com estranhos na rua. Ela me disse “o que que tem, ele só deu boa noite”. Atravessamos a praça, chegamos na rua onde teríamos que caminhar por uns 10 minutos pelo menos. Ali era uma siderurgica, de modo que, de um lado ou do outro, por toda a caminhada, só havia um muro muito alto e carros passando em alta velocidade. No meio do caminho, passa uma moto lentamente por nós. Alguns segundos depois, outras vez. Agente aprta o passo. Ela volta. Pára. O cara começa a tentar falar com agente. Não respondemos. Ele diz algo. Agente ri forçadamente, e diz pra ele que estavamos com pressa. Ele oferece carona pra uma de nós. Pede telefone. Agente ignora. Responde as vezes. Tenta agir com naturalidade e só piora. Por fim agente aperta o passo, ele anda devagarinho ao nosso lado com a moto, acompanhando. Ninguém passa na rua. Os carros não páram, e nem poderiam, paralisadas de medo, não fizemos sinal. Também havia um receio de estar sentindo um o medo infundamentado, e depois de ser ridicularizada por isso, tratada como medrosa, boba (já aconteceu comigo, várias vezes. Os próprios assediadores sempre se puseram a dizer depois que eu estava exagerando, era só brincadeira. Sabia que era neles que as pessoas acreditavam.). Começamos a acelerar. Ele dizia pra agente não ter medo dele, que ele só queria conversar. Saiu denovo. Corremos muito. Já chegando na região onde tinham casas, ele apareceu denovo e debochou dagente por estar correndo. Acelerou e não voltou mais. Definitivamente não estávamos pedindo por aquilo, apenas um “boa noite” foi respondido, e isso foi o suficiente pra ele se sentir no direito de nos assediar.”

6-Aos 19...
“Tinha 19 anos e estava indo visitar uma amiga, que mora num predinho de um único andar. O pai dela quem abriu o portão pra mim, meio bêbado, e me olhou com aquele velho e conhecido olhar nojento. Depois de um tempo você reconhece o olhar de predador num cara. Fui apertar a mão dele, ele me puxou pra abraçar e ficou me puxando contra o seu corpo, msmo eu fazendo força pra me distanciar. Ali, nas escadas estava sem iluminação. Ele ficou fazendo brincadeirinhas comigo, sobre eu estar sumida, me encostando, tentando me fazer ir mais devagar, porém sem deixar claro a intenção, de modo que se eu o acusasse de algo ele poderia dizer que foi coisa da minha cabeça. Assim como o marido da minha visinha, pouco antes dele decidir investir pra cima de mim. Acelerei o passo, e consegui me desvencilhar dele e ir na frente. Tive medo que ele fosse abrir o portão pra mim na saída.”

6- Aos 19, outra vez...
“Voltava de uma consulta no posto de saúde do meu bairro, às 10 da manhã. Vestia Jeans, e uma camisa de banda do meu namorado, 3 vezes maior que meu tamanho. Estava de chinelo havaianas. Não estava maquiada. Passava pelo passeio e um cara q ali estava se levantou ao me ver, e se posicionou enconstado, como quem não quer nada, de bobeira, numa das árvores da calçada, sendo que teria que passar entre ele e o muro . Eu reconheci alguma ameaça nele, e me desviei para fora da calçada. Ao me aproximar, ouvi “oi lindinha... cê é linda! ” Continuei andando. Continuei ouvindo “gostosa, que delícia esses seus peito, vou te chpar toda”. Olhei pra tras, e estava sendo seguida. Abaixei a cabeça, como fui ensinada a fazer, pra não dar a entender que tava gostando, segui andando. Ele veio comigo por dois quarteirões. Se eu seguisse em frente, chegaria a uma rua de terra cheia de terrenos vagos. Se virasse, podia correr. Porém, quando olhei o caminho a frente subiam duas mulheres. Andei até elas, e ele ficou no meio do cruzamento parado, esperando. Amabas trabalhavam na escola que eu estudei quando criança, bibliotecária e cantineira, me cumprimentaram felizes. Ele aguardou que eu me separasse, delas, mas eu lhes contei e pedi que fossem comigo. Subimos a rua, passamos por ele, e pegamos o caminho onde tinham mais casas. Ele seguiu agente por mais tres quadras esperando que nos separassemos. Consegui chegar em casa, e saímos de carro, eu e meus pais, pra ver quem era, meu pai pretendia chamar a polícia. Mas eu não olhei o rosto do cara, por medo de que ele achasse que estava dando mole. Não saberia reconhece-lo.”
Há outros, mas acho que já está bastante extenso.

dei sorte, escapei mais u menos a salvo de todas as situações..."

T.S

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