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terça-feira, 27 de maio de 2014

RELATO N° 9


9º relato.

T. Eu te amo! E queria arrancar essa dor de ti! Você não está sozinha! 
"Oin, vou desabafar aqui tbm... 
Eu sofri um ataque de um primo meu há quase três anos. Eu lembro que desde os meus 12/13 anos ele dava investidas e eu sempre ignorava fingindo que não percebia pra não ter que lidar com alguma situação constrangedora. Ele é mais novo uns dois anos, mas é mais forte e sempre foi mais avançado sexualmente que eu, que só passei a ter desejo de me relacionar sexualmente com outras pessoas depois dos 17/18 anos. Ele não, ele sempre falava coisas nojentas e enquanto a gente brincava de guerra de travesseiros ou lutinha ou coisas assim que eu adorava fazer com pessoas amigas, ele passava a mão no meu peito, no meu genital, na minha bunda... eu me sentia péssima, mas não sabia o que fazer. Achava que se contasse pra alguém, iam me chamar de vagabunda, atirada ou ignorar dizendo que era brincadeira de criança. Então eu sempre fiquei em silêncio e cresci ouvindo dele as piores coisas, como nas vezes que ele perguntou se eu tinha perdido a virgindade, foram tantas!
Um dia quando eu tava na casa do meu tio, esse primo me seguiu até o quintal dos fundos e me pressionou contra a parede. Eu fugia, falava que não queria nada, que a família toda tava em casa e o caralho. Aí ele pegou minha mão e colocou no genital dele. Eu fiquei com nojo e medo. Ele me chamou pro quarto falando que ia parar, que a gente podia jogar video game etc. Eu não queria ir, fiquei na sala, mas aí ele me chamou na frente da família toda "vamo jogar, porra". Minha mãe mandou eu subir com ele e eu fui. Aí lá ele me fez fazer oral e queria mais coisas e eu neguei, quase chorando. Ele me xingou, abriu o notebook, colocou um pornô e me fez assistir enquanto ele se masturbava falando "viu? é assim que se faz!". Ele gozou na minha perna, depois limpou e falou pra eu não contar pra ninguém. Eu saí tremendo e com vontade de chorar. Ainda tenho quando encontro com ele, ainda sinto nojo e queria enfiar uma faca naquele pênis sujo. Mas eu não posso fazer nada. Saí da casa da minha família, ainda bem, porque antes tinha que lidar com ele visitando meus pais e aquilo me fazia ter vontade de morrer.

Eu tô sentindo arrepios no corpo todo e não consigo parar de chorar. Eu não mereci isso, ninguém merece ser abusada, ninguém merece sequer ler que merece ser estuprada. O mundo me faz muito mal, ser lida como mulher e ter minhas barreiras invadidas me faz muito mal e eu tenho cicatrizes tantas, mas pessoas como você me dão força pra continuar a lutar. Minha gratidão por ouvir e apoiar vítimas, Laura, de coração!"

T.M. 20 anos

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